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Aquicultura e Pesca- nova fronteira de produção de alimentos

Aconteceu nos dias 31 de março e 1º de abril, em Ji-Paraná, no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), o curso “Aquicultura e Pesca”, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), coordenado pelo ex-ministro de Altemir Gregolin.

Com objetivo de abordar todos os fatores que envolvem a produção Aquícola, o curso contou com a participação de integrantes da cadeia produtiva, desde piscicultores, técnicos, estudantes, representantes de indústrias de ração e de beneficiamento do pescado, até o consumidor final.

 

Odirlei de Moraes, Promotor Técnico da Bigsal, participou do curso e ressalta a importância que este tipo de evento representa para o setor: “O ex-ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, deu um parecer muito bom sobre o cenário do peixe no mundo, no Brasil e em Rondônia. Tivemos também a participação de um Gerente do Banco da Amazônia, Jonas Ferreira, que apresentou as linhas de crédito disponíveis para o desenvolvimento da aquicultura, explicando como os produtores podem ter acesso ao crédito. Outros temas tratando manejo, projetos e nutrição, também foram abordados. Tudo isto é significativo para que,  quem já produz possa fomentar sua atividade, e para aquele que pretende começar já invista de forma mais assertiva”.

 

Ao entrarem no assunto nutrição, os participantes iniciaram uma discussão a respeito do quanto a ração é fator relevante no processo de produção do pescado e do quanto ela representa no custo final desta produção.

“O piscicultor não deve comprar a ração pelo teor de proteína, mas sim pelo pacote tecnológico que ela oferece. A proteína é um dos nutrientes essenciais, porém não é o único, tem que observar a quantidade de energia, o composto de minerais e vitaminas, os aditivos, e tudo isto deve vir acompanhado de assistência técnica”, explicou.

 

Complementando sua exposição, Odirlei falou do trabalho que a Bigsal desenvolve em parceira com a Universidade Federal de Rondônia (UNIR), do Campus de Presidente Médidi.

 

“A Bigsal, junto com a Unir, busca desenvolver algumas pesquisas relacionadas à nutrição de peixes da Amazônia. Já realizamos dois tipos de trabalhos com tambaquis, comparando rações com teores de proteína de 22% com a 28%, na fase de engorda, e teores de proteína de 28% com a 32%, na fase juvenil. Utilizando a espécie Pintado, também realizamos um trabalho de comparação entre três níveis diferentes de proteínas. Além de um trabalho que está em andamento onde trabalhamos com 4 taxas de arraçoamento. Discutimos bastante sobre tudo isso, pois sabe-se que a ração representa cerca de 60 a 70% do custo de produção. Logo, o produtor tem que estar muito atento ao que utiliza para obter sempre os melhores resultados”, finalizou.

 

Para que tiver interesse em conhecer esses trabalhos de parceria da Bigsal com a UNIR, basta acessar o http://www.bigsal.com.br/informe-peixes.php . Neste local já está publicado o resumo do primeiro trabalho, onde compara os resultados do uso da ração com 22% de proteína com a 28% de proteína.

 

Data: 01 de Abril de 2017
Cidade: Ji-Paraná/RO